Sábado, 4 de Setembro de 2010
Por circunstâncias várias, utilizei no mês de Agosto, em Lisboa, os serviços de táxis de um modo muito mais intenso do que habitualmente e reparei melhor na incrível variabilidade da qualidade do serviço prestado, no que concerne às condições da viatura.
Houve táxis em que mal cabia no banco traseiro, outros com as suspensões de tal modo degradadas que cada rua de pior piso que se percorria se sentia um enorme desconforto, outros ainda sujos ou com maus cheiros ou com deficiências várias, portas que não fecham bem, vidros que não funcionam, a par de táxis e não necessariamente acabados de estrear, que ofereciam todas condições mínimas de conforto e comodidade. Em rigor quase todas, Já que o ar condicionado é um extra virtualmente inexistente, cuja falta se nota sobretudo nos dias de maior calor e à vezes se transforma noutro pesadelo pela insistência do taxista em viajar com todos os vidros abertos, na tentativa infrutífera de minimizar o calor.
A verdade é que, independentemente desta variabilidade de condições, paga-se exactamente o mesmo tarifário em todos os táxis, o que assume, naturalmente, a oferta de um serviço similar. Desconheço o enquadramento legal e regulamentar deste serviço mas parece-me claro que ou ele é excessivamente permissivo ou, hipótese mais habitual em Portugal, a fiscalização é inexistente o que, qualquer que seja o caso, redunda num manifesto desrespeito pelo consumidor.
Acresce que, sendo o turismo uma actividade crucial para a Lisboa, maior atenção deveria haver com esta matéria, evitando-se mais um vector de desmazelo numa cidade já de si tão pouco cuidada.
António Gomes Mota
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De João a 6 de Setembro de 2010 às 16:45
Apoiado a 100%, não entendo como as tarifas dos táxis chegam a ser tão caras quando por 2 ou 3€, pode-se apanhar o Metro ou algum transporte da carris, que tem melhores condições, não só no conforto, como na segurança. Deveria haver alguma legislação e consequente fiscalização dos automóveis que prestam esse tipo de serviço pois os quais deveriam ter ZERO falhas.
De The Brand Consultant a 8 de Setembro de 2010 às 19:17
Concordo com a crítica, contudo apenas acrescentaria que neste mercado existe também uma oferta segmentada, os táxis letra A, pretos, sem a sinalização de táxi, normalmente mercedes classe E, estofos em pele, com tarifas 15 a 20% mais caras, e os táxis letra T, de turismo, com tarifas mais elevadas. Nos táxis 'normais' já que o fornecedor não pode diferenciar a tarifa, uma ideia seria dar ao consumidor a possibilidade de optar pelo veículo que pretende (de uma fila de táxis parada) sem que fosse obrigado a entrar no primeiro da fila, aí, pela selecção natural, as carroças teriam que ir para o abate.
De francisco cabral a 9 de Setembro de 2010 às 11:43
Caro Snr,
sou um assiduo consumidor deste serviço, e revejo-me a 100 % no seu texto. Talvez lhe possa recordar que não temos que respeitar as filas de táxis e podemos escolher o táxi que acharmos melhor. Muitas vezes faço isto. Também amiude já fui confrontado com a tese do snr. taxista de que o carro dele (em péssimo estado) me leva aonde os outros levam. É este o país de serviços que temos. Os táxis vão de 6 em 6 meses à inspecção. Imaginemos o rigor da inspecção.
De MR a 2 de Novembro de 2010 às 13:15
Informação util :
o cliente pode escolher o táxi em que vai, em situação de praça de táxis, pois a legislação assim o permite.A formação dada aos taxistas também passa por este regulamento interno da actividade.
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